Arquivo do blog

domingo, 27 de maio de 2012

DOUTORES PALHAÇO

Terminou hoje(27) o curso dos "DOUTORES PALHAÇO", projeto do Rotary Integração em parceria com o Departamento de Humanização do Hospital Municipal de Naviraí.
Na semana passada, tivemos a presença de Claudia Pinho e essa semana, Gabriela Kina, ambas da cidade de Campo Grande, que ministraram o curso aos voluntários do projeto.
O objetivo desse projeto é promover a melhora da qualidade de vida dos pacientes e outras pessoas co-relacionadas a estes no ambiente hospitalar, efetivando o real propósito de uma instituição de saúde: a melhora tanto física como psicológica dos indivíduos que ali convivem.
Em breve, os voluntários que terminaram o curso e se aprovados, serão diplomados e irão começar a exercer as funções de DOUTORES PALHAÇO, no Hospital Municipal de Naviraí.
Nossos agradecimentos ao Sr. Vorlei Xavier Direto do departamento de Humanização do Hospital Municipal de Naviraí e a rotariana Daniela Pasquarelli Rosenbaun, médica PSF, pelo empenho em tornar realidade um projeto que com certeza ajudará em muito a recuperação dos pacientes.


essa é a turma da saúde e da alegria







































sábado, 26 de maio de 2012

Doutores Palhaço

Desde a semana passada vem acontecendo em Naviraí, o curso dos "DOUTORES PALHAÇO", projeto do Rotary Integração em parceria com Humanização do Hospital Municipal de Naviraí.
Nossos agradecimentos ao Sr. Vorlei Xavier da Humanização do Hospital Municipal de Naviraí e a rotariana Daniela Pasquarelli Rosenbaun, médica PSF, pelo empenho em tornar realidade um projeto que com certeza ajudará em muito a recuperação dos pacientes.
Aos nossos futuros DOUTORES PALHAÇOS  sucesso.

domingo, 20 de maio de 2012

Assembléia Distrital Seccional de Dourados


Neste domingo (20) nas dependências do anfiteatro da Unigran na cidade de Dourados-MS., realizou-se a Assembléia Distrital Seccional de Dourados-Distrito 4470, que contou com a presença de mais de  350 Rotarianos, Rotaractinaos, Casa da Amizade e convidados. Após a abertura e apresentação de palestras, os rotarianos participaram do treinamento para Presidentes, Conselho e Comissões para a gestão 2012/2013. Terminada a assembléia, os presentes participaram de almoço de confraternização oferecido pela Casa da Amizade.
























terça-feira, 15 de maio de 2012

Uma escola sem barreiras - Com criatividade o envolvimento da equipe, medidas simples podem facilitar o acesso e a inclusão de todos.


Foto: Léo Drumond                                                                            SALA MAIS AMPLA Com as carteiras em grupo, sobra espaço para a roda e para a cadeira de João Vitor. Foto: Léo Drumond
Quando a Educação começou a se massificar no Brasil, na primeira metade do século 20, crianças com deficiência ainda eram tratadas como caso de saúde. Estavam fora das escolas, que foram construídas sem que se levassem em consideração as necessidades especiais que elas pudessem ter. A transformação do espaço físico, portanto, é um dos desafios a superar neste momento, em que todos os que têm deficiência devem estar matriculados na rede de ensino regular.

Adequar apenas a escola, porém, não basta. As mudanças necessárias são maiores do que a instalação de rampas, elevadores e banheiros adaptados. Elas precisam chegar à sala de aula, onde muitas vezes atitudes são mais bem-vindas do que grandes reformas. Na EM Coronel Epifânio Mendes Mourão, em São Gonçalo do Pará, a 118 quilômetros de Belo Horizonte, a professora Amanda Rafaela Silva procurou a direção e a coordenação pedagógica quando soube que receberia João Vitor Silva, 7 anos, com deficiência múltipla, em sua turma de Educação Infantil. 
"Transferimos a turma para uma sala maior porque o João Vitor se locomove em cadeira de rodas, e passei a organizar a classe em grupos, dois de cinco e dois de seis, para abrir mais espaço para a circulação dele", explica Amanda. "Além disso, em grupos também podemos desenvolver diversas atividades." A psicopedagoga Daniela Alonso, consultora da área de inclusão e selecionadora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10, aprova a iniciativa da professora. "A reorganização do espaço físico é a função inicial da escola e pequenas mudanças podem garantir a acessibilidade da criança às aulas."

João Vitor é o único com necessidades educacionais especiais nessa escola, que não se limitou a rever o espaço. Uma das providências tomadas foi colocar uma monitora para acompanhar o garoto. "Isso facilita muito o trabalho da professora Amanda, que pode se dedicar igualmente aos demais membros da turma", afirma Sonia Aparecida do Amaral Silva, mãe de João Vitor. "Ele foi muito bem recebido pela escola, que adapta tudo às suas necessidades." 

Muitos dos conteúdos são relacionados à linguagem oral e escrita e, nessa fase, aprender a redigir o próprio nome e reconhecer o dos colegas é fundamental. Para isso, a turma trabalha a escrita com letras móveis e incentiva a leitura de crachás. Eu coloco os pequenos sentados no chão, em círculo, em volta dos crachás. "Cada um vai até o meio da roda e pega o seu", descreve Amanda. "Assim eles aprendem a reconhecer o próprio nome e o dos colegas." João Vitor também vai para a roda, apoiado pela professora monitora, Maria Helenita de Faria. 
Quando os colegas estão trabalhando com as letras móveis, a alternativa encontrada para João Vitor, que tem baixa visão, é o uso de letras feitas de borracha em tamanho ampliado. Maria Helenita ajuda o garoto a reconhecer, pelo tato, o formato da primeira letra de seu nome. "Como ele não desenvolveu a linguagem oral, o fato de manusear a letra e mostrá-la é uma maneira de participar do conteúdo proposto pela professora", analisa Daniela. "Utilizar a percepção tátil com a ajuda da monitora é uma forma de reconhecer as competências do menino e pode ser um estímulo para novas aquisições." Daniela também elogia a designação da professora monitora. "O quadro docente foi reorganizado para atender a uma necessidade específica. É importante que as duas participem de reuniões periódicas, integrando o trabalho com especialistas da Educação Especial", aconselha. 
"A professora Amanda é muito dedicada e aceitou meu filho como um desafio no trabalho dela. Sei que o João Vitor tem dificuldades, mas só o fato de ele participar dessa rotina já é ótimo. Acho que ele queria frequentar a escola havia muito tempo e eu não tinha percebido", diz a mãe, Sonia. 


Arremessos pelo som 



Em Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo, a EMEF Antônio Fenólio trabalha com 25 incluídos em salas regulares. A unidade, que desde 2002 mantém uma sala de recursos, também conta com o apoio de uma equipe preparada para dar suporte pedagógico aos professores e orientações aos jovens no contraturno. Ali, algumas flexibilizações de espaço foram feitas pelo professor Anderson Martins para permitir a participação de quem tem deficiência visual nas aulas de Educação Física.

Foto: Marcelo Min
BASQUETE SONORO A adaptação da quadra pelo professor Martins permitiu a participação de Tainara. Foto: Marcelo Min

Martins leciona há mais de cinco anos para turmas das quais fazem parte alunos com necessidades educacionais especiais. Entre eles estão alguns adolescentes cegos. Para que todos pudessem participar de uma disputa de arremessos de basquete, ele fez adaptações na quadra de esportes da escola. "Pesquisei maneiras de adaptar o espaço", explica Martins. "O primeiro objetivo era permitir que os jovens pudessem identificar a área do arremesso." 
Para isso, ele providenciou um tapete que foi colocado na área do garrafão. Assim, os que apresentam deficiência visual sabem, com a identificação de um piso com textura diferenciada, o local de onde arremessar a bola. No início, os que não se sentiam seguros eram acompanhados por um colega até o local. O passo seguinte foi facilitar a localização da cesta. "A única maneira era acrescentar um sinal sonoro à tabela", explica Martins. "Com um bastão, eu bato no aro e o som ajuda na orientação. Na hora do arremesso, os colegas ajudam avisando quando é necessário colocar mais força ou mirar melhor. Após algumas tentativas, eles conseguem acertar a jogada", diz. 
Para Daniela Alonso, Martins acertou ao flexibilizar o espaço e os recursos. "Essa proposta mostra como é possível garantir a participação, o respeito à diversidade e a consideração das necessidades individuais", analisa. De acordo com a consultora, o professor deve planejar, mas também contemplar ajustes sugeridos pelos alunos. Assim, o próprio estudante com deficiência pode indicar suas necessidades. "É importante salientar que as práticas f lexibilizadas podem ser momentos de aprendizagem para todos. Aqueles que participam das estratégias diferenciadas também têm a oportunidade de reforçar ou desenvolver novas habilidades", destaca Daniela. 
Apesar da dificuldade de encestar a bola, a aluna Tainara Monteiro Maria, 13 anos, conta que se diverte durante a atividade. Aluna da 6ª série, ela tem baixa visão (enxerga sombras). "A maioria dos meus arremessos bate no aro e não entra, mas eu acertei uma vez", conta, comemorando. "É difícil acertar. Muitos dos meus colegas que enxergam também não conseguem." Renato Barbosa de Almeida, 14 anos, que cursa a 7ª série e também tem deficiência visual, aprova o jogo. "Eu gosto de Educação Física, principalmente quando tem futebol e basquete. Com o tapete e o bastão na aula de arremesso, eu também participo." 
Além das propostas diversificadas, também podem fazer parte das aulas de Educação Física, nos conteúdos correspondentes, o estudo e o conhecimento de práticas específicas para deficientes. "Um bom exemplo é o reconhecimento das modalidades paraolímpicas, que crescem no Brasil", sugere Daniela. 


Momento da roda 



Em Ananindeua, na região metropolitana de Belém, o Centro Educacional Sesc Ananindeua trabalha com inclusão desde 1995 e, atualmente, conta com dez crianças com deficiência em salas regulares. Na Educação Infantil, está Glenda de Moraes de Magalhães, 5 anos, que não anda e tem comprometimento motor. 

Para que ela pudesse participar das várias atividades, a professora Andreza Roseane da Silva Gomes fez algumas adaptações no espaço. No momento da roda, por exemplo, quando a meninada se senta no chão, ela forma o círculo próximo da parede. Assim, com o uso de almofadas e travesseiros, Glenda pode ficar encostada e junto aos colegas. Nesse momento, a professora trabalha com fichas em que o nome dos pequenos é escrito. "Cada um pega a sua e coloca no quadro de chamada. Para que Glenda possa fazer isso como os demais, coloquei o quadro mais próximo ao chão. Ela se arrasta e dá conta da tarefa", conta Andreza. O objetivo da atividade é criar uma relação de identidade com os nomes. Em roda, a garotada conversa, ouve histórias, canta e trabalha sequências numéricas.
Outra adequação foi feita nas atividades diversificadas (ou cantos). Em geral, os pequenos trocam de mesa para realizar todas as propostas. Com a flexibilização adotada por Andreza, eles permanecem nos grupos e os diversos materiais percorrem as mesas. "Assim a Glenda não precisa se locomover e pode participar também." Nas atividades diversificadas, são trabalhados ao mesmo tempo jogos educativos, como quebra-cabeça, dominó e jogo da memória, leitura de histórias, desenho etc. 
Segundo Liliane Garcez, coordenadora da área de Educação e do Serviço de Apoio à Inclusão Escolar da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), em São Paulo, as atividades flexibilizadas evidenciam o ganho que a inclusão proporciona. "Os exemplos revelam quanto todos podem se beneficiar com a inclusão escolar se tiverem uma postura aberta e ética, já que ela pressupõe o respeito e a valorização das diferenças", analisa Liliane.

Quer saber mais?
CONTATOS 

Centro Educacional Sesc Ananindeua, Estr. do 40 horas, 110, 67120-370, Ananindeua, PA, tel. (91) 3237-3566 

EM Coronel Epifânio Mendes Mourão, Pça. JK, 48, 35516-000, São Gonçalo do Pará, MG, tel. (37) 3234-1268 
EMEF Antônio Fenólio, R. Jurandir Cabello, 171, 06774-070, Taboão da Serra, SP, tel. (11) 4138-2398 

Publicado em JULHO 2009. Título original: Uma escola sem barreiras: espaços adaptados para alunos com deficiência

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Última chamada: novo acordo ortográfico passa a valer em 2013



As regras do novo acordo ortográfico passam a valer definitivamente a partir de 1º de janeiro de 2013. Se você ainda não domina todas as mudanças, precisa se preparar para adotá-las (leia as principais alterações no final desta página). Todo professor, independentemente da disciplina que leciona, deve seguir as normas para escrever corretamente em diferentes contextos - na preparação e na correção de atividades e provas, no quadro, nos bilhetes enviados aos responsáveis e em textos direcionados aos colegas de trabalho e à direção, como o planejamento. 

A melhor forma de lembrar as alterações - e incorporá-las progressivamente - é manter bons materiais de consulta sempre à mão. "Uma possibilidade é recorrer a um dicionário com verbetes atualizados, que pode ficar em classe ou na sala dos professores, até que todos se familiarizem com elas", diz Clecio Bunzen, docente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). No computador, usar versões recentes de corretores de texto também ajuda. Outra dica é preparar colas sobre aquilo que desperta mais dúvidas, como o uso do hífen, e deixá-las sempre à mão. 

Bem informado e preparado, você estará apto a esclarecer questões trazidas pelos alunos e ajudá-los a revisar seus textos. Crianças em processo de alfabetização são as menos afetadas, pois já devem aprender conforme as novas regras da língua. Além disso, nas séries iniciais, não há um trabalho de reflexão sobre a acentuação ou sobre o uso do hífen - duas das principais modificações. "Nesse momento, os pequenos se preocupam com outros aspectos da ortografia, como escrever caracol com 'l' ou com 'u'", afirma Bunzen. "Quando forem estudar os acentos, as regras novas já terão sido internalizadas", afirma. 

Os mais velhos, que conhecem as normas hoje em vigor, têm mais dúvidas. "Eles precisam ser orientados por meio do ensino específico do que mudou", explica Artur Gomes de Morais, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e autor de livros sobre o aprendizado da ortografia. Segundo ele, é importante ler palavras grafadas corretamente, especialmente nos casos em que as formas não podem ser compreendidas com regras. A recomendação, nesse caso, também é usar materiais de consulta, sem se preocupar em levar a turma a decorar as alterações não usadas com frequência. 

Se a garotada se deparar com uma grafia antiga em um livro, por exemplo, pode-se incentivar a investigação do "erro", buscando a data de impressão dele. As alterações na ortografia podem ser resgatadas no momento em que essas dúvidas surgem - sem desviar, é claro, do conteúdo previsto para a aula. 

O que motivou o novo acordo 

As mudanças foram planejadas visando unificar as regras do idioma no Brasil, em Cabo Verde, em São Tomé e Príncipe, em Portugal, em Angola, na Guiné-Bissau, em Moçambique e no Timor Leste, que vêm discutindo o tema desde os anos 1990. O fator econômico foi determinante, pois a padronização vai facilitar a integração comercial. 

A unificação pode ainda estimular o intercâmbio científico e cultural entre esses países. Embora todos falem a mesma língua, nem sempre é fácil entender além de suas fronteiras o texto escrito em um deles. E isso impede que as culturas nacionais transitem de um país para outro. "Com a reforma, é esperado que os bens culturais dessas nações, como as produções literárias, ganhem maior projeção e passem a ser mais consumidos fora de seu território de origem", explica Ulisses Infante, professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e autor de diversas obras sobre a língua. 

A reforma não atinge todos os países da mesma maneira. No Brasil, por exemplo, 2 mil palavras sofreram alterações, ou seja, 0,5% do total. Já em Portugal cerca de 10 mil termos mudaram - 1,5%. Lá, "óptimo" e "acção" passaram a ser grafados como por aqui ("ótimo" e "ação"), aproximando-se da linguagem oral comum no nosso país. 

Mudanças ortográficas não são uma novidade no Brasil. As primeiras ocorreram em 1943, com o propósito de aproximar as normas oficiais da língua usada no cotidiano, incorporando brasileirismos, por exemplo. Assim, foram endossadas grafias como "comércio" e "farmácia", que já eram usadas por aqui juntamente com "commercio" e "pharmacia" - comuns em Portugal. 

Uma nova atualização ocorreu em 1971. Nessa, o trema nos hiatos átonos (como em "vaïdade") deixou de ser usado. Além disso, o acento circunflexo diferencial nas letras "e" e "o" das palavras escritas da mesma maneira, mas com sons distintos, foi eliminado. É o caso do substantivo "almôço", que levava acento para ser distinguido de "almoço", da conjugação do verbo almoçar na primeira pessoa do singular. O mesmo ocorreu com o substantivo "comêço". 

Esse percurso comprova que a língua é dinâmica e se altera com o passar dos tempos. O mesmo ocorre com a ortografia, uma convenção social, fruto do momento histórico. As mudanças do idioma, portanto, devem ser analisadas de acordo com o contexto. 

Mudanças na língua

1 Acento agudo

- Deixa de existir nos ditongos (encontro de duas vogais em uma só sílaba) abertos "ei" e "oi" das palavras paroxítonas (que têm a penúltima sílaba pronunciada com mais intensidade). 

heróico   heroico

assembléia   assembleia

Observação: as oxítonas (com acento na última sílaba) e os monossílabos tônicos terminados em "éi", "éu" e "ói", no singural e plural (anéis, chapéu e herói) continuam com acento. 

- Desaparece nas paroxítonas com "i" e "u" tônicos que formam hiato (sequência de duas vogais que pertencem a sílabas diferentes) com a vogal anterior, que, por sua vez, faz parte de um ditongo. 

feiúra   feiura

Observação: as vogais "i" e "u" continuam a ser acentuadas se formarem hiato, mas estiverem sozinhas na sílaba ou seguidas de "s" (baú e baús) ou, em oxítonas, se forem precedidas de ditongo e estiverem no fim da palavra (tuiuiú).

2 Trema

- É eliminado, mas a pronúncia continua a mesma. 

tranqüilo   tranquilo

freqüente   frequente

Observação: o sinal foi mantido em nomes próprios de origem estrangeira, bem como em seus derivados (como em Müller e mülleriano).

3 Acento circunflexo

- Não é mais usado nas palavras terminadas em "oo". 

enjôo   enjoo

- Também desaparece o circunflexo na conjugação da terceira pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos crer, ler, ver e derivados. 

lêem   leem

Observação: nada muda na acentuação dos verbos ter e vir e dos seus derivados.

4 Acento diferencial

- Nos casos abaixo, não é mais usado para facilitar a identificação de palavras homófonas, ou seja, que têm a mesma pronúncia. 

pára (forma verbal) e para (preposição) 

pelo (preposição + "o") e pêlo (substantivo) 

Observação: duas palavras continuarão recebendo o acento diferencial: 

Pôr (verbo) mantém o circunflexo para que não seja confundido com a preposição por. 

Pôde (verbo conjugado no passado) também mantém o acento para que não haja confusão com pode (o mesmo verbo no presente).

5 Hífen

- Deixa de ser empregado quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com as consoantes "s" ou "r". A consoante, então, passa a ser duplicada. 

anti-religioso   antirreligioso

- Caiu nos casos em que o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com outra. 

auto-estrada   autoestrada

Observação: ele se mantém quando o prefixo termina com "r" e o segundo elemento começa com a mesma letra, como em super-resistente.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

SUS dá início à campanha de vacinação contra a gripe

24/04/2012 , às 15h04 
Meta do Ministério da Saúde é imunizar 80% do público-alvo, que é de 30,1 milhões de pessoas. Em 2011, mortalidade por influenza H1N1 teve queda de 64,1%. 

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa, apresentaram, nesta terça-feira (24), a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe. Em sua 14ª edição, a ação visa imunizar 80% do público-alvo de 30,1 milhões de pessoas, entre idosos, gestantes, crianças entre seis meses e dois anos de idade, profissionais de saúde e indígenas.
 

Em 2011, quando foram incluídos gestantes, crianças e indígenas no público-alvo, houve redução de 64,1% nas mortes por agravamento da gripe H1N1 – foram 53 óbitos, contra 148 no ano anterior. Já o número de casos graves notificados teve redução de 44% - de 9.383 para 5.230. A campanha imunizou 25,134 milhões de pessoas – 84,1% do público total de 29,918 milhões.
 

Segundo o ministro Padilha, “duas medidas - a ampliação do público-alvo da campanha e o maior acesso ao medicamento – possibilitaram a redução, cada vez maior, dos casos graves e dos óbitos pelo vírus da gripe”. No ano passado, o Ministério da Saúde estendeu a distribuição do antiviral oseltamivir a todas as pessoas de grupos vulneráveis que apresentam síndrome gripal.
 

Entre 5 e 25 de maio, 65 mil postos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) estarão preparados para imunizar a população. No próximo dia 5, acontecerá o Dia D de mobilização nacional, com postos funcionando das 8h às 17h. A campanha será realizada em parceria do Ministério da Saúde e as secretarias estaduais e municipais de todo o país. Seu principal objetivo é reduzir a mortalidade, as complicações e as internações que ocorrem em consequência das infecções pelo vírus da influenza nesta população.
 

A vacina protege contra os três principais vírus que circulam no hemisfério Sul, entre eles o da influenza A (H1N1), como recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS). “A vacinação é a consolidação da proteção dos novos grupos incluídos no ano passado. A vacina se destina a proteger os públicos mais vulneráveis, para evitar a forma mais grave e os óbitos”, explicou Barbosa.
 

Para a campanha, o Ministério da Saúde distribuiu 31,1 milhões de doses da vacina e repassou R$ 24,7 milhões do Fundo Nacional de Saúde aos fundos estaduais e municipais. Estes recursos serão usados para custear a infraestrutura das campanhas, a aquisição de seringas e agulhas, o deslocamento das equipes e o material informativo distribuído. Cerca de 240 mil profissionais do SUS estarão envolvidos na ação, que também contará com 27 mil veículos.
 

Das doses distribuídas neste ano, 96% foram produzidas no Brasil. “Isso é fruto da transferência de tecnologia e a capacitação dos nossos laboratórios públicos para que o Brasil seja cada vez mais soberano na produção das vacinas e ser tornar um polo de exportação”, disse Padilha.
 

Como a vacina deste ano tem a mesma composição da distribuída no ano passado, pais e responsáveis devem estar atentos para a vacinação de crianças de seis meses e dois anos de idade. As que tomaram a vacina no ano passado devem tomar apenas uma dose neste ano. Já as que se vacinarão pela primeira vez precisam receber duas doses, com intervalo de 30 dias entre elas. De acordo com Padilha, “no Brasil, a adesão à campanha é consistente porque as pessoas reconhecem a imunização como algo que pode melhorar a sua qualidade de vida”.
 

POPULAÇÃO PRISIONAL – Pela primeira vez, as cerca de 500 mil pessoas que estão cumprindo pena em presídios também estarão cobertas pela campanha. A iniciativa faz parte do Plano Nacional de Saúde do Sistema Penitenciário, executado em parceria entre os ministérios da Saúde e da Justiça. 

Um de seus objetivos é garantir o direito à saúde dos presidiários, população que está mais vulnerável a doenças respiratórias e pulmonares, devido às condições de habitação e confinamento.
 

“Acreditamos que ao proteger a população prisional, que tem altíssimo contágio, bloqueamos a cadeia de transmissão para familiares, visitantes e profissionais que fazem atendimento a estas pessoas”, avalia Padilha.
 

A escolha dos grupos a serem vacinados é definida com base em estudos epidemiológicos e na observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.
 

REAÇÕES - A vacina não é recomendável para quem tem alergia à proteína do ovo – usada na sua fabricação – ou para quem teve reações adversas a doses anteriores. Em casos de doenças agudas e febris ou de pacientes com doenças neurológicas, é aconselhavél a busca de avaliação médica. Quem pretende doar sangue deve aguardar 48 horas após a dose para realizar a doação. 

A Organização Mundial da Saúde estima que existe no mundo cerca de 1,2 bilhão de pessoas com risco elevado de contrair gripe com complicações, sendo 385 milhões de idosos acima de 65 anos de idade, 140 milhões de crianças, e 700 milhões de crianças e adultos com doenças crônicas. Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e 39% a 75% a mortalidade global. Entre os residentes em lares de idosos, a vacinação pode diminuir em 60% o risco de pneumonia e em cerca de 50% a 68% o risco global de hospitalização, respectivamente.
Tabela 1. Campanha de vacinação contra influenza 2012
UF
População alvo
Meta
Nº de doses
Valor repassado
RO
201.197
160.958
221.320
325.427,21
AC
109.839
87.871
120.820
175.501,90
AM
575.851
460.681
633.440
924.039,33
RR
103.984
83.187
114.380
166.500,20
PA
981.116
784.892
1.079.230
1.585.528,37
AP
82.397
65.918
90.640
133.527,52
TO
202.028
161.622
222.230
325.293,02
NORTE
2.256.412
1.805.129
2.482.060
3.635.817,55
MA
962.633
770.106
1.058.900
1.546.613,07
PI
487.684
390.147
536.450
427.989,31
CE
1.312.299
1.049.839
1.443.530
1.150.889,77
RN
484.283
387.426
532.710
424.650,73
PB
636.506
509.205
700.160
559.304,73
PE
1.378.588
1.102.870
1.516.450
1.209.307,77
AL
452.909
362.327
498.200
403.278,21
SE
294.579
235.663
324.040
259.529,62
BA
2.157.933
1.726.346
2.373.730
1.890.908,60
NORDESTE
8.167.412
6.533.930
8.984.170
7.872.471,81
MG
3.088.981
2.471.185
3.397.880
2.696.927,91
ES
526.586
421.269
579.250
461.358,38
RJ
2.773.556
2.218.844
3.050.910
2.418.412,84
SP
6.826.932
5.461.545
7.509.630
3.452.005,25
SUDESTE
13.216.055
10.572.844
14.537.670
9.028.704,38
PR
1.658.765
1.327.012
1.824.640
838.899,75
SC
915.644
732.515
1.007.210
463.122,31
RS
1.918.606
1.534.885
2.110.470
965.070,91
SUL
4.493.014
3.594.411
4.942.320
2.267.092,97
Fonte:   http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&id_area=1498&CO_NOTICIA=13871